O Oprólib
”TODOS A BORDO, IREMOS ZARPAR!” – exclamou o Capitão do Raio Negro.
Meu nome é Richard Could, estou em uma expedição pelas Ilhas Neblissias. Há alguns dias eu estava pesquisando sobre criaturas do mar, vi uma muito intrigante, seu nome era Oprólib, sua descrição era simples e mal acabada, dizia apenas que era grande e foi visto apenas duas vezes perto das Ilhas Neblissias, eu como sou fascinado por esse tipo de coisa, logo arrumei minhas coisas e vim correndo em uma expedição para ver se eu conseguia saber mais sobre essa espécie desconhecida.
... “VAMOS SENHORES, NÃO TEMOS O DIA TODO!” – gritou novamente o capitão, mas desta vez quase que no meu ouvido.
Eu corri para o navio que estava a minha frente parado no porto de Bobrikey, eu olhei para o grande navio, se igualava ao navio de um pirata, era mediano e tinha um mastro alto, nele a bandeira de Bloviloiquis, pequeno país ao norte de Bobrikey, na proa do navio se encontrava a escultura do Deus dos Mares que segurava um tridente apontado para frente, fiquei perplexo com o navio e sem perceber parei para admirá-lo em um devaneio, porém meu devaneio se foi com o grito que ressoou no meu ouvido, era o capitão mais uma vez pedindo para embarcar no navio, eu voltei a correr chegando a tempo de entrar no navio, logo que entrei me dirigi ao capitão.
— Olá capitão, meu nome é Richard Could, fui eu quem pagou pela expedição as ilhas.
— Olá senhor Could –disse ele estendendo a mão para me cumprimentar -, vamos, estamos atrasados para partir. Vá para a sua cabine, ajeite suas coisas e volte para me ver.
Eu desci correndo até minha cabine, ela ficava do lado da do capitão e era bem pequena e aconchegante, tinha apenas uma janela que ficava submersa pela água, eu joguei minha pequena mala em cima da cama, abri o zíper e peguei a bússola que se encontrava em um dos bolsos da mala, subi correndo e fui direto ao capitão.
—Olá novamente capitão.
— Olá mais uma vez senhor Could, bem vindo ao meu navio, o Raio Negro, eu estou aqui para te ajudar na sua pequena excursão pelas Ilhas traiçoeiras, como assim chamamos. Vamos, irei te mostrar os outros tripulantes do navio –disse ele sobre o ombro descendo as escadas do navio-.
Eu o segui, chagamos a um lugar do navio onde era servido o jantar, lá estavam cinco pessoas, uma mulher gorda, eu suspeitei que fosse a cozinheira, um homem mal encarado com braços fortes, nem suspeitei quem fosse, havia uma linda garota de cabelos longos, achei que poderia ser a filha do capitão, e dois homens não muito fortes e sem muitas expressões.
— Senhores, esse é o senhor Could, o dono da expedição. Senhor Could, esses são, Maria, Norberto, Clarisse, Mordrio e por fim Negirio, eles são minha tripulação a mais de 15 anos, estamos juntos no mar há muito tempo, pode confiar, somos poucos, mas somos bons! Bem, agora vamos logo nos sentar, pois quero comer. Maria, o jantar esta pronto –disse o capitão rapidamente-.
Eu cumprimentei a todos e me sentei do lado do capitão para comermos. Enquanto comíamos fiz varias perguntas sobre a espécie que eu procurava. Ele pensou um pouco e disse:
— A sim, “O Monstro Negro”, é assim que o chamamos. Há alguns anos, eu estava navegando, em uma das noites de inverno, estava frio e a tripulação dormindo, eu sou um capitão e o capitão nunca dorme, eu estava na proa do navio admirando o mar que refletia as estrelas que se encontrava no céu, eu ouvi um barulho de algo caindo na água, pensei comigo mesmo “os peixes então agitados esta noite!”, fui ver o que era e quando vi uma calda de mais de 1 metro se debateu contra a água, eu fiquei impressionado com aquilo, nunca tinha visto nada igual, achei que era uma baleia que estava perto demais do navio, olhei de novo e vi uma bicho pular da água passando por cima do navio, era imenso, mais de 6 metros de altura e quatro de largura, ele atravessou voando o navio e se chocou contra a água formando uma onda de 3 metros de altura que se quebrou ao chocar-se contra o navio, a onda me derrubou e me fez bater a cabeça no leme do navio e desmaiei – disse ele enquanto devorava um pedaço de carne gigantesco -.
Eu nem mexi na comida, estava sem fome e ansioso. Ao terminar de comer, o capitão subiu para proa do navio, e fui atrás, fazendo várias perguntas, ele me respondeu todas. Estava fazendo várias perguntas, quando parei para ver o Sol que estava bem perto de “beijar” o mar e se esconder, quando o Sol encostou-se ao mar, o mar que era azul se pintou de laranja por alguns segundos, um fenômeno realmente incrível que nunca tinha visto na minha vida, estava em outro mundo admirando esse fenômeno, quando fui puxado de volta pelo capitão.
— Meu caro Senhor Could, você acaba de presenciar um dos fenômenos mais raros e lindos desse mundo, dizem que quando isso ocorre, a pessoa que consegui ver esse lindo fenômeno vai ter a grande sorte de conseguir alcançar seu objetivo, ou seja, pode se considerar um homem de sorte Sr. Could.
Eu fiquei calado olhando para o capitão, voltei a olhar para o mar e vi o fenômeno se dissipar rapidamente. Então rapidamente saí do pequeno transe que me encontrava, e me voltei ao capitão.
— Onde estão os tripulantes do navio? Vai escurecer muito rápido? É muito frio aqui do lado de fora? Tem perigo em ficar aqui? –tinhas muitas perguntas, porém fui interrompido pelo capitão-
— Acalme-se homem, os tripulantes estão dormindo, já, já escurece, depende da noite, pelo visto essa será um pouco fria, não tem perigo nenhum em ficar aqui. Agora vá com calma, nós teremos a noite toda, lembre-se, eu nunca durmo –disse ele com um sorriso no rosto-!
Pedi desculpas e fui pegar um edredom nas minhas coisas e voltei para a parte superior do navio, sentei-me em uma cadeira ao lado do capitão e lancei lhe mais perguntas.
— Bem o senhor já tem muitos anos no mar? Quando pretende se aposentar? Já enfrentou monstros? O senhor é um pirata ou só se parece com um? –de repente parei e pensei “estou indo muito rápido, então sessei com as perguntas e deixei-o responder”-
— Jovens sempre apressados –sussurrou ele bem baixinho-, bem, já tem uns 30 anos que estou no mar, essa será a ultima navegação que vou fazer, depois dela vou me aquietar em terra firme. Nunca enfrentei monstros, mas já vi alguns. Não sou um exato pirata, mas ajo como um, acho que sou um pirata moderno!–disse ele sorrindo-
Eu dei uma pequena risada.
Já estava frio e o mar fumegava, as estrelas se refletiam no mar calmo e tranquilo, eu as admirava e procurava constelações para passar o tempo, estava entediado, olhei para o capitão, ia começar a fazer mais perguntas para passar o tempo, mas pensei comigo mesmo “ele pode não dormir, mas acho que cansa de responder perguntas”, então fiquei calado olhando para o mar. Após horas de tédio, vi uma pequena onda no mar, eu me animei enfim, alguma ação! Quando olhei era apenas uma garrafa flutuando, eu fiquei desapontado, voltei a olhar para as estrelas que se refletiam no mar, o silencio era o único que ousava falar, porém ele foi quebrado por um grito do capitão.
— SENHOR COULD VENHA AQUI AGORA, RAPIDO! É ELE, O GRANDE MONSTRO, POSSO VER SUA CAUDA, PEGUE UM PEDAÇO DE PAPEL E UM LÁPIS SE QUISER UMA IMAGEM – exclamou ele da poupa do navio-!
Eu saí correndo, deixei cair o lápis que estava no meu colo, mas voltei para buscá-lo, fui rapidamente em busca do capitão para conseguir ver o “monstro” , chegando lá eu avistei uma sombra no mar, era muito grande, era iluminada pela lua, eu consegui ver sua cauda para fora d’água e o esbocei no papel rapidamente, porém ele se foi rapidamente, não tive nem tempo de detalhá-lo ao menos um pouco. Enquanto ficava tentando ver o monstro o capitão gritou e eu senti o navio se mover.
— VAMOS SENHOR COULD, ESSE É SEU MONSTRO, VAMOS ATRÁS DELE, SE POSSÍVEL IREMOS PEGÁ-LO –gritou ele girando o leme do navio -!
Eu me segurei no navio, coloquei o papel e o lápis na boca e os mantive lá. Ele virou o navio bruscamente e foi na trilha do grande monstro, navegamos velozmente por alguns minutos, na esperança de achar a espécie para eu poder detalhá-lo, porém não o encontramos. Eu estava indo de encontro ao capitão quando o navio se estremeceu, perecia que algo tinha se chocado contra ele, eu fui correndo para um lado e o capitão para o outro, quando avistei a fera fiquei paralisado, era realmente enorme e feroz, ela batia contra o casco do navio em busca de nos afundar, eu não me mexia até o capitão segurar meu braço e me sacudir gritando, eu rapidamente me movi, peguei o lápis e o papel e comecei a esboçar o monstro enquanto o capitão pegava o arpão e acordava a tripulação, os mandou prepararem os canhões e atirarem na fera se ela persistisse em nos atacar, eu rapidamente terminei de esboçá-lo quando vi um tentáculo gigante vir em minha direção, eu fiquei parado e boquiaberto com aquilo, ele estava vindo em minha direção velozmente e eu não me mexia, o capitão deu um grito e atirou o arpão, o arpão passou rapidamente cortando o vento e rasgando o tentáculo fazendo-o recuar. Eu corri para o capitão e pedi instruções, ele mandou que eu ficasse ali parado e ajudasse ele a recarregar o arpão. Eu recarreguei o arpão e ouvi um grito vindo do capitão.
— FOOGO –ele exclamou ferozmente-!
E em meio ao grito dele os sons dos canhões soaram e as faíscas se proliferaram pelo ar até apagarem-se ao tocarem o mar, as balas dos canhões foram de encontro ao monstro, uma mancha vermelha tomou conta do mar, o silêncio voltou a reinar e nos estávamos parados, estávamos ansiosos para o que viria a seguir. Quando achávamos que tudo havia acabado, um estrondo veio de parte de baixo do navio, um buraco enorme em seu casco deixava a água passar com rapidez, dois tentáculos se ergueram ao céu e vieram em direção a nós, agarraram a mulher e o homem forte e os levaram para o fundo do mar, o capitão gritou novamente exclamando “FOGO” e os canhões soaram novamente. Eu fui agarrado de surpresa por um dos tentáculos do monstro e fui erguido ao céu, o capitão correu em minha direção e com uma espada cortou o tentáculo da fera fazendo com que eu caísse no navio. Os tentáculos da fera envolveram o meio do navio e o partiram em dois, o navio estava afundando rapidamente, sua proa se ergueu ao céu e seu popa se perdeu no mar, eu corri para a proa e me agarrei ao leme, na água a fera abriu a boca e engolia tudo que caía, o capitão se segurou em mim, eu mandei ele se segurar o mais forte possível, ele perguntou pela tripulação dele, falei que agora todos estavam dentro do monstro com os restos do navio que haviam afundado. Falei que só restávamos eu e ele, ele gritou.
— TUDO É MINHA CULPA, ELE QUER A MIM, ELE BUSCA VINGANÇA!
— COMO ASSIM? O QUE VOCÊ QUER DIZER COM ISSO?
— EU CAPTUREI UM FILHOTE HÁ ALGUNS ANOS, ELE É O PAI DO BICHO QUE EU CAPTUREI, ELE QUER VINGANÇA! O ÚNICO MEIO DE VOCÊ SOBREVIVER É EU MORRER.
Eu exclamei que não, porém ele insistiu, eu o segurava, mas ele não queria então ele exclamou.
— CHEGOU MINHA HORA, ESSA NÃO ERA A APOSENTADORIA DOS MEUS SONHOS, MAS VAI SERVIR, UM BELO ESTOMAGO REPLETO DE RESTOS DE NAVIOS E COM MINHA TRIPULAÇÃO? IREI ME SENTIR EM CASA! –enquanto se soltava de minha mão ele disse- ADEUS MARINHEIRO FOI UM PRAZER NAVEGAR COM VOCÊ.
Ele se soltou da minha mão e se rendeu ao monstro que o engoliu de uma só vez, eu olhei para cima e vi um barriu de rum vindo em direção a mim, ele se chocou contra minha cabeça, eu soltei o leme, não por escolha própria, mas sim por fraqueza, minha visão foi se escurecendo, o barulho do mar e a agitação das ondas dizimavam-se em meio ao silêncio que agora somente eu ouvia. A calma tomou conta do mar, o silêncio tomou conta do ar, o navio afundava e se perdia no mar, o monstro ia seguindo seu caminho e a vida ia deixando meu corpo.
Meu nome é Richard Could, estou em uma expedição pelas Ilhas Neblissias. Há alguns dias eu estava pesquisando sobre criaturas do mar, vi uma muito intrigante, seu nome era Oprólib, sua descrição era simples e mal acabada, dizia apenas que era grande e foi visto apenas duas vezes perto das Ilhas Neblissias, eu como sou fascinado por esse tipo de coisa, logo arrumei minhas coisas e vim correndo em uma expedição para ver se eu conseguia saber mais sobre essa espécie desconhecida.
... “VAMOS SENHORES, NÃO TEMOS O DIA TODO!” – gritou novamente o capitão, mas desta vez quase que no meu ouvido.
Eu corri para o navio que estava a minha frente parado no porto de Bobrikey, eu olhei para o grande navio, se igualava ao navio de um pirata, era mediano e tinha um mastro alto, nele a bandeira de Bloviloiquis, pequeno país ao norte de Bobrikey, na proa do navio se encontrava a escultura do Deus dos Mares que segurava um tridente apontado para frente, fiquei perplexo com o navio e sem perceber parei para admirá-lo em um devaneio, porém meu devaneio se foi com o grito que ressoou no meu ouvido, era o capitão mais uma vez pedindo para embarcar no navio, eu voltei a correr chegando a tempo de entrar no navio, logo que entrei me dirigi ao capitão.
— Olá capitão, meu nome é Richard Could, fui eu quem pagou pela expedição as ilhas.
— Olá senhor Could –disse ele estendendo a mão para me cumprimentar -, vamos, estamos atrasados para partir. Vá para a sua cabine, ajeite suas coisas e volte para me ver.
Eu desci correndo até minha cabine, ela ficava do lado da do capitão e era bem pequena e aconchegante, tinha apenas uma janela que ficava submersa pela água, eu joguei minha pequena mala em cima da cama, abri o zíper e peguei a bússola que se encontrava em um dos bolsos da mala, subi correndo e fui direto ao capitão.
—Olá novamente capitão.
— Olá mais uma vez senhor Could, bem vindo ao meu navio, o Raio Negro, eu estou aqui para te ajudar na sua pequena excursão pelas Ilhas traiçoeiras, como assim chamamos. Vamos, irei te mostrar os outros tripulantes do navio –disse ele sobre o ombro descendo as escadas do navio-.
Eu o segui, chagamos a um lugar do navio onde era servido o jantar, lá estavam cinco pessoas, uma mulher gorda, eu suspeitei que fosse a cozinheira, um homem mal encarado com braços fortes, nem suspeitei quem fosse, havia uma linda garota de cabelos longos, achei que poderia ser a filha do capitão, e dois homens não muito fortes e sem muitas expressões.
— Senhores, esse é o senhor Could, o dono da expedição. Senhor Could, esses são, Maria, Norberto, Clarisse, Mordrio e por fim Negirio, eles são minha tripulação a mais de 15 anos, estamos juntos no mar há muito tempo, pode confiar, somos poucos, mas somos bons! Bem, agora vamos logo nos sentar, pois quero comer. Maria, o jantar esta pronto –disse o capitão rapidamente-.
Eu cumprimentei a todos e me sentei do lado do capitão para comermos. Enquanto comíamos fiz varias perguntas sobre a espécie que eu procurava. Ele pensou um pouco e disse:
— A sim, “O Monstro Negro”, é assim que o chamamos. Há alguns anos, eu estava navegando, em uma das noites de inverno, estava frio e a tripulação dormindo, eu sou um capitão e o capitão nunca dorme, eu estava na proa do navio admirando o mar que refletia as estrelas que se encontrava no céu, eu ouvi um barulho de algo caindo na água, pensei comigo mesmo “os peixes então agitados esta noite!”, fui ver o que era e quando vi uma calda de mais de 1 metro se debateu contra a água, eu fiquei impressionado com aquilo, nunca tinha visto nada igual, achei que era uma baleia que estava perto demais do navio, olhei de novo e vi uma bicho pular da água passando por cima do navio, era imenso, mais de 6 metros de altura e quatro de largura, ele atravessou voando o navio e se chocou contra a água formando uma onda de 3 metros de altura que se quebrou ao chocar-se contra o navio, a onda me derrubou e me fez bater a cabeça no leme do navio e desmaiei – disse ele enquanto devorava um pedaço de carne gigantesco -.
Eu nem mexi na comida, estava sem fome e ansioso. Ao terminar de comer, o capitão subiu para proa do navio, e fui atrás, fazendo várias perguntas, ele me respondeu todas. Estava fazendo várias perguntas, quando parei para ver o Sol que estava bem perto de “beijar” o mar e se esconder, quando o Sol encostou-se ao mar, o mar que era azul se pintou de laranja por alguns segundos, um fenômeno realmente incrível que nunca tinha visto na minha vida, estava em outro mundo admirando esse fenômeno, quando fui puxado de volta pelo capitão.
— Meu caro Senhor Could, você acaba de presenciar um dos fenômenos mais raros e lindos desse mundo, dizem que quando isso ocorre, a pessoa que consegui ver esse lindo fenômeno vai ter a grande sorte de conseguir alcançar seu objetivo, ou seja, pode se considerar um homem de sorte Sr. Could.
Eu fiquei calado olhando para o capitão, voltei a olhar para o mar e vi o fenômeno se dissipar rapidamente. Então rapidamente saí do pequeno transe que me encontrava, e me voltei ao capitão.
— Onde estão os tripulantes do navio? Vai escurecer muito rápido? É muito frio aqui do lado de fora? Tem perigo em ficar aqui? –tinhas muitas perguntas, porém fui interrompido pelo capitão-
— Acalme-se homem, os tripulantes estão dormindo, já, já escurece, depende da noite, pelo visto essa será um pouco fria, não tem perigo nenhum em ficar aqui. Agora vá com calma, nós teremos a noite toda, lembre-se, eu nunca durmo –disse ele com um sorriso no rosto-!
Pedi desculpas e fui pegar um edredom nas minhas coisas e voltei para a parte superior do navio, sentei-me em uma cadeira ao lado do capitão e lancei lhe mais perguntas.
— Bem o senhor já tem muitos anos no mar? Quando pretende se aposentar? Já enfrentou monstros? O senhor é um pirata ou só se parece com um? –de repente parei e pensei “estou indo muito rápido, então sessei com as perguntas e deixei-o responder”-
— Jovens sempre apressados –sussurrou ele bem baixinho-, bem, já tem uns 30 anos que estou no mar, essa será a ultima navegação que vou fazer, depois dela vou me aquietar em terra firme. Nunca enfrentei monstros, mas já vi alguns. Não sou um exato pirata, mas ajo como um, acho que sou um pirata moderno!–disse ele sorrindo-
Eu dei uma pequena risada.
Já estava frio e o mar fumegava, as estrelas se refletiam no mar calmo e tranquilo, eu as admirava e procurava constelações para passar o tempo, estava entediado, olhei para o capitão, ia começar a fazer mais perguntas para passar o tempo, mas pensei comigo mesmo “ele pode não dormir, mas acho que cansa de responder perguntas”, então fiquei calado olhando para o mar. Após horas de tédio, vi uma pequena onda no mar, eu me animei enfim, alguma ação! Quando olhei era apenas uma garrafa flutuando, eu fiquei desapontado, voltei a olhar para as estrelas que se refletiam no mar, o silencio era o único que ousava falar, porém ele foi quebrado por um grito do capitão.
— SENHOR COULD VENHA AQUI AGORA, RAPIDO! É ELE, O GRANDE MONSTRO, POSSO VER SUA CAUDA, PEGUE UM PEDAÇO DE PAPEL E UM LÁPIS SE QUISER UMA IMAGEM – exclamou ele da poupa do navio-!
Eu saí correndo, deixei cair o lápis que estava no meu colo, mas voltei para buscá-lo, fui rapidamente em busca do capitão para conseguir ver o “monstro” , chegando lá eu avistei uma sombra no mar, era muito grande, era iluminada pela lua, eu consegui ver sua cauda para fora d’água e o esbocei no papel rapidamente, porém ele se foi rapidamente, não tive nem tempo de detalhá-lo ao menos um pouco. Enquanto ficava tentando ver o monstro o capitão gritou e eu senti o navio se mover.
— VAMOS SENHOR COULD, ESSE É SEU MONSTRO, VAMOS ATRÁS DELE, SE POSSÍVEL IREMOS PEGÁ-LO –gritou ele girando o leme do navio -!
Eu me segurei no navio, coloquei o papel e o lápis na boca e os mantive lá. Ele virou o navio bruscamente e foi na trilha do grande monstro, navegamos velozmente por alguns minutos, na esperança de achar a espécie para eu poder detalhá-lo, porém não o encontramos. Eu estava indo de encontro ao capitão quando o navio se estremeceu, perecia que algo tinha se chocado contra ele, eu fui correndo para um lado e o capitão para o outro, quando avistei a fera fiquei paralisado, era realmente enorme e feroz, ela batia contra o casco do navio em busca de nos afundar, eu não me mexia até o capitão segurar meu braço e me sacudir gritando, eu rapidamente me movi, peguei o lápis e o papel e comecei a esboçar o monstro enquanto o capitão pegava o arpão e acordava a tripulação, os mandou prepararem os canhões e atirarem na fera se ela persistisse em nos atacar, eu rapidamente terminei de esboçá-lo quando vi um tentáculo gigante vir em minha direção, eu fiquei parado e boquiaberto com aquilo, ele estava vindo em minha direção velozmente e eu não me mexia, o capitão deu um grito e atirou o arpão, o arpão passou rapidamente cortando o vento e rasgando o tentáculo fazendo-o recuar. Eu corri para o capitão e pedi instruções, ele mandou que eu ficasse ali parado e ajudasse ele a recarregar o arpão. Eu recarreguei o arpão e ouvi um grito vindo do capitão.
— FOOGO –ele exclamou ferozmente-!
E em meio ao grito dele os sons dos canhões soaram e as faíscas se proliferaram pelo ar até apagarem-se ao tocarem o mar, as balas dos canhões foram de encontro ao monstro, uma mancha vermelha tomou conta do mar, o silêncio voltou a reinar e nos estávamos parados, estávamos ansiosos para o que viria a seguir. Quando achávamos que tudo havia acabado, um estrondo veio de parte de baixo do navio, um buraco enorme em seu casco deixava a água passar com rapidez, dois tentáculos se ergueram ao céu e vieram em direção a nós, agarraram a mulher e o homem forte e os levaram para o fundo do mar, o capitão gritou novamente exclamando “FOGO” e os canhões soaram novamente. Eu fui agarrado de surpresa por um dos tentáculos do monstro e fui erguido ao céu, o capitão correu em minha direção e com uma espada cortou o tentáculo da fera fazendo com que eu caísse no navio. Os tentáculos da fera envolveram o meio do navio e o partiram em dois, o navio estava afundando rapidamente, sua proa se ergueu ao céu e seu popa se perdeu no mar, eu corri para a proa e me agarrei ao leme, na água a fera abriu a boca e engolia tudo que caía, o capitão se segurou em mim, eu mandei ele se segurar o mais forte possível, ele perguntou pela tripulação dele, falei que agora todos estavam dentro do monstro com os restos do navio que haviam afundado. Falei que só restávamos eu e ele, ele gritou.
— TUDO É MINHA CULPA, ELE QUER A MIM, ELE BUSCA VINGANÇA!
— COMO ASSIM? O QUE VOCÊ QUER DIZER COM ISSO?
— EU CAPTUREI UM FILHOTE HÁ ALGUNS ANOS, ELE É O PAI DO BICHO QUE EU CAPTUREI, ELE QUER VINGANÇA! O ÚNICO MEIO DE VOCÊ SOBREVIVER É EU MORRER.
Eu exclamei que não, porém ele insistiu, eu o segurava, mas ele não queria então ele exclamou.
— CHEGOU MINHA HORA, ESSA NÃO ERA A APOSENTADORIA DOS MEUS SONHOS, MAS VAI SERVIR, UM BELO ESTOMAGO REPLETO DE RESTOS DE NAVIOS E COM MINHA TRIPULAÇÃO? IREI ME SENTIR EM CASA! –enquanto se soltava de minha mão ele disse- ADEUS MARINHEIRO FOI UM PRAZER NAVEGAR COM VOCÊ.
Ele se soltou da minha mão e se rendeu ao monstro que o engoliu de uma só vez, eu olhei para cima e vi um barriu de rum vindo em direção a mim, ele se chocou contra minha cabeça, eu soltei o leme, não por escolha própria, mas sim por fraqueza, minha visão foi se escurecendo, o barulho do mar e a agitação das ondas dizimavam-se em meio ao silêncio que agora somente eu ouvia. A calma tomou conta do mar, o silêncio tomou conta do ar, o navio afundava e se perdia no mar, o monstro ia seguindo seu caminho e a vida ia deixando meu corpo.
Amigo, Para de ser perfeito
ResponderExcluirValeu gui! Que nada, as suas também são ótimas!
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