O Troll

  Há muito tempo atrás, existia um Troll que morava em algum lugar, perto da floresta negra. Diziam que a floresta era traiçoeira e que o Troll era imortal. Naquela época eu era um jovem arqueiro de 20 anos, em busca de aventura.
  Em certa manhã, eu havia chegado a uma cidadezinha, que se localizava ao Norte da grande floresta, eu desconhecia daquele Troll, até aquela manhã.
  Eu estava de passagem para o Sul, em busca da Torre de Nevoa, que ficava após a floresta. Quando cheguei à cidade, o Sol estava nascendo, e eu estava com fome, fui direto a uma mercearia da cidade, quando entrei, avistei um jovem de uns 15 anos com um arco na mão, mirando para um alvo que estava na parede, ao me ver, ele logo soltou o arco e veio me atender, eu pedi um ovo com bacon, para forrar o estomago e fui me sentar, ele logo anotou meu pedido e mandou fazer, e enquanto anotava o pedido, percebeu o arco em minhas costas e ficou curioso, me perguntou do que era feito, eu respondi que era feito de ossos de antílope e coberto por escamas de dragão, quando viu as flechas, voltou a perguntar do que eram feitas, eu respondi que era feitas de dentes de dragões, e falei que 2 delas, eram banhadas em veneno de escorpião. O cozinheiro falou que meu pedido estava pronto e mando o jovem me servir, ele me serviu, e enquanto o fazia me perguntou se eu estava a caminho da floresta para matar o Troll, e falei que não sabia do que ele estava falando e que não sabia de nenhum Troll, então, enquanto eu comia, ele me explicou e contou a historia do Troll e da floresta, quando ele terminou, eu havia acabado de comer e falei que não tinha interesse no Troll e sim na Torre depois da floresta, nisso, eu me levantei, paguei e me retirei da mercearia, assim seguindo meu caminho. Quando sai da cidade, olhei ao redor e conseguia ver o topo da Torre, que estava muito distante, continuei a andar, estava com uma sensação estranha, de que alguém me seguia, mas simplesmente ignorei, depois de andar um pouco, avistei uma placa, e parei para lê-la, nela dizia:

“Adentre a floresta com a espada e o escudo, pois irá precisar.”
  Quando terminei de ler, olhei para frente e me vi diante da floresta, sem medo, continuei a andar, nela, era tudo escuro e sombrio, agora, ao meio dia, parecia a meia noite. Após adentrar mais um pouco a floresta, ouvi barulhos de passos esmagando as folhas, eu rapidamente me escondi e fique a espera, os passos ficaram mais fortes e eu sabia que estava vindo em minha direção, peguei meu arco e engatilhei uma flecha, não podia mais ouvir os passos, mas agora podia ver uma figura encapuzada ao lado de uma arvore, eu fui andando pelos galhos, até chegar perto o suficiente para surpreendê-lo com um ataque físico, então pulei e o rendi com uma adaga posta no pescoço dele, e perguntei por que ele me seguia, ele tirou o capuz e para minha surpresa, era o jovem rapaz da mercearia, o soltei e mandei-o voltar para a cidade, porem, ele não poderia, pois estava perdido, com medo de ficar só, pediu para me acompanhar, a principio eu não deixei, mas depois que vi que não tinha jeito de deixa-lo ali só, eu concordei, mas com exceções, falei que ele poderia vir, mas teria que me obedecer e depois que saíssemos da flores, eu seguiria o meu caminho e ele o dele. Continuamos a andar, eu já podia ver uma ponte, que separava a floresta da Torre, nós apressamos o passo, quando chegamos perto da ponte, eu ouvi um barulho, eu peguei meu arco e o jovem pegou o dele, perguntei se ele sabia usar aquela arma, ele disse que iria descobrir agora, o barulho ficou mais alto, procurei de onde vinha e quando olhei para ponte, vi que havia um Troll de baixo dela, eu mandei o jovem voltar com calma e cautela, sem fazer barulho, quando desviei o olhar para ver o jovem, ele estava correndo e gritando igual louco com um arco na mão, correu tão rápido e tão sem rumo, que bateu com toda força contra uma arvore e caiu, eu estava rindo, até que sentir um ar quente bater no meu rosto, desviei o olhar, vagarosamente, para avistar o que era aquilo, quando percebi, havia um Troll de uns 4 metros de altura me encarando, eu levantei o meu arco lentamente, mirando na testa do Troll que se encontrava a centímetros da minha, eu comecei a puxar a flecha e ele continuava a me encarar imóvel, eu soltei a flecha e sai correndo rapidamente, a flecha se chocou contra a testa do Troll com toda a força e se quebrou, corri em direção ao jovem, lhe dei um chute e mandei-o levantar, enquanto ele levantava, eu olhei para trás e o Troll vinha correndo em nossa direção, sai correndo e o jovem me seguiu, avistei uma arvore bem grande e subi nela, quando olhei para baixo, o jovem estava tentando subir, mas não conseguia, o Troll vinha em direção a ele, eu desci correndo e amarrei uma extremidade da corda, que estava na minha mochila, na cintura do jovem, a passei por cima do galho da arvore e a outra extremidade eu amarrei em uma flecha que mirei na barriga do Troll, lancei a flecha, mandei o jovem, assim que o Troll passasse por ele, ele desviasse e assim que estivesse em cima do galho, cortasse a corda e corri em direção ao Troll, deslizei por baixo de suas pernas e finquei uma adaga em seu joelho, mas o Troll continuo correndo em direção ao jovem, quando chegou perto, o jovem se desviou e o Troll continuou a corda que estava ligada a barriga do Troll por meio da flecha, se esticou e foi sendo puxada, o jovem ia sendo erguido em direção ao topo da arvore, quando chegou lá, ele segurou o galho e cortou a corda, o Troll se virou e me viu no chão, e veio correndo para cima de mim, eu falei para o jovem atirar no Troll, então o jovem pegou seu arco e começou a atirar nele, acertou uma flecha em seu olho, o que foi suficiente para distrai-lo enquanto eu subia em uma arvore o Troll agora estava pulando querendo pegar o jovem que estava na arvore, quando cheguei ao topo da arvore, mirei cuidadosamente com eu arco no ponto fraco do Troll, com uma de minhas flechas banhadas com veneno, eu puxei sua corda com força e precisão, soltei a corda e a flecha, as duas se desprenderam do meu dedo, e lentamente a corda acompanhava a flecha, até o momento em que ela saiu do arco e rasgando o vento, perfurou a nuca do Troll e seu veneno foi se espalhando pelo corpo dele, o Troll ia se ajoelhando, seus braços pesados, caindo ao chão e seus olhos se fechando lentamente, seu corpo, de uma só vez se rendeu a gravidade e se chocou com o chão de uma forma brusca causando um leve tremor e fazendo levantar poeira. Eu e o jovem descemos das arvores, eu fui chegando perto do Troll e avistei um medalhão encantado, eu o peguei como premio pela batalha, logo após sair com o medalhão da floresta, ela voltou ao normal, voltou à vida, agora o Sol penetrava na terra e rasgava a escuridão. Nós atravessamos a ponte sem problemas e eu perguntei para onde o jovem iria, ele me respondeu que não tinha rumo, eu o chamei para se juntar a mim em minhas viagens, ele disse, alegremente, que seria uma honra, então nós continuamos a viajem até a Torre de Nevoa.
  Hoje, continuamos a viajar pelo mundo. O medalhão? Eu o perdi para um Ogro, que agora vive em um pântano! Minha próxima aventura? Acho que a temporada de caça aos Ogros vai começar!

Comentários

  1. E suas estorias ficam cada vez mais emocionantes e encantadoras! Parabéns, você daria para um ótimo escritor!

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    1. Muito obrigado! Talvez, quem sabe, um dia eu publique um livro.

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    2. *uuu* vai ficar diwo seu livro

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  2. (~º-º)~ P E R F E C T ! ~(º-º~)

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  3. kkkkkkkkkk ta perfeito ! quero uma continuação!

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