O Vampiro

   Uma jovem moça resolveu se mudar para uma pacata cidade do interior de Londres. Ela chegou à cidade em uma noite fria. Ao chegar de mudança, ela cansada, logo foi se deitar. Em quanto pensava como seria sua permanência naquela cidade, teve uma estranha sensação de estar sendo observada, logo foi à janela para conferir se havia alguém por lá, ela olhou e não viu nada além da neblina que pairava pela cidade, ela fechou a cortina e voltou a se deitar. Logo ela ouviu um barulho que vinha do lado de fora e se levantou assustada, rapidamente acendeu a luz e foi ver o que era, mais uma vez, não era nada, ela olhou pela janela novamente para ver se via mais alguma coisa, e não viu nada, então parou e tentou escutar algum barulho, e novamente nada, a cidade era silenciosa e escura, todos estavam dormindo, ela achou que fora a ansiedade que estava sentindo que estava fazendo-a imaginar coisas, ela foi se deitar novamente, na esperança de que agora pudesse dormi em paz. Chegando a cama, percebeu que a janela do quarto estava aberta e se perguntou se ela mesma esquecera aberto, mas sem se questionar muito, logo a fechou e foi se deitar, ela sentiu a sensação estranha novamente, mas achara que era só a ansiedade, então não se importou muito e fechou os olhos para dormir, ela ouviu um barulho no teto e rapidamente abriu os olhos e olhou para o teto, e lá parado estava um homem, grudado no teto a observando, ela levou um susto e levantou da cama para acender a luz, ao acendê-la, olhou novamente para o teto e não viu nada, estava achando que estava muito cansada e ansiosa, e que isso era novamente coisa da sua cabeça, porem, ela decidiu continuar acordada, já que não conseguira dormir. Ela sentou-se na cama e voltou a pensar como seria o seu primeiro dia na cidade, e logo sentiu em seu pescoço, um suave carinho, ela se arrepiou e ficou gélida, olhou para traz e não viu nada, então quando voltou o seu olhar para frente, viu um homem, ela levou um susto e gritou, ele logo se afastou pedindo desculpas pelo jeito que entrara em sua casa e da maneira que apareceu, ela estava com medo, porem não disse nada, apenas o perguntou o porquê dele esta lá e o nome dele, ele disse que viera dar as boas vindas e logo disse seu nome, ela se desculpou pelo grito e se apresentou. Ela perguntou se ele queria um chá ou uma água, ele disse que aceitaria um chá, pois ele estava com frio, ela se dirigiu a cozinha e colocou a água no fogo e foi separa as ervas para o chá, enquanto ele se sentava, e começou a perguntar de sua vida e de como era a cidade, ele respondeu, e em meio à conversa, ele se levantou e foi em direção a ela que se encontrava de costas e começou a charlata-la, ela que havia se mudado para lá por causa de uma desilusão amorosa, começava a cair no charme do homem, ele logo começou a beijar o pescoço dela e mexer em seu cabelo, e ela cada vez mais se deixava levar pelo charme dele, ele começou a sussurrar coisas no ouvido dela, até o momento em que ele a segurou firmemente com suas mãos e falou: 
“- Agora, eu irei sugar seu sangue e decepar sua cabeça!”
Ela se assustou e perguntou sobre o que ele estava falando, ele logo começou a aperta-la cada vez mais forte e abrir sua boca a encostando no pescoço dela para abocanhar e sugar seu sangue, mas logo ela pegou a faca que estava usando para cortar e separar as ervas, e fincou ela no coração do homem, ele começou a sangrar e se afastou dela, ela ao perceber que ele não havia morrido nem caído ao chão, se assustou e correu para seu quarto trancando a porta, logo se escondeu, ele ao tirar a faca do peito foi atrás dela, tentou abrir a porta, mas viu que estava trancada, então se afastou e a chutou com força, a porta foi arrombada e ele adentrou o quarto, começou a procurar ela, de onde ela estava, ela consegui vê-lo, ele então se abaixou e olho em baixo da cama e lá estava alguns sapatos velhos, ele se levantou e foi olhar no banheiro que tinha no quarto, ele ao ver que ele se aproximava de onde ela estava, começou a ficar com mais medo, ela estava tremida e estava gélida, seus olhos atentos a cada movimento que ele fazia, no seu rosto as gotas de suor escorriam, sua mente estava um turbilhão, vários pensamentos ocorreram a ela naquele instante, muitos de morte, outros de momentos vividos e outros de sonhos não realizados, ela viu que ele se aproximava cada vez mais, e ele logo botou a mão na maçaneta da porta, e a girou lentamente, e adentrou o banheiro com um pulo, ele olhou um volta e não viu nada, ela ficou aliviada, pois ele havia passado por onde ela se escondia e não tinha percebido ela, ele logo voltou ao quarto e ouviu que a água do chá havia fervido, foi deligar para não fazer muito barulho, quando ele estava saindo do quarto, ouviu um barulho vindo de traz da estante de livros, ele parou e voltou para verificar, agora ela não podia vê-lo, apenas ouvir seus passos, e cada vez eles chegavam mais perto de onde ela estava, de repente, o barulho dos passos parou, agora o silencio só era interrompido pelo barulho da água no fogo, que ficava cada vez mas alto. Ela ficou com medo, agora suas pupilas dilatavam-se, suas pernas tremiam cada vez mais e sua pele era cada vez mais gélida, até o momento, em quem em um piscar de olhos, o homem aparecera em sua frente e a agarrara, abocanhando seu pescoço e sugando seu sangue, a moça se debatia e gritava de dor e de medo, porem seu grito era abafado pelo barulho da chaleira que se encontrava no fogo, ela se debatia e espenejava, ele a segurava com força contra a estante e sugava seu sangue ferozmente, em meio aos gritos da moça, a chaleira suava com um som mais alto do que os gritos, logo a moça foi ficando sem forças para se debater e lutar contra o homem, logo ela foi se entregando, sua visão ia se escurecendo e seus sentidos se confundindo, a morte era eminente e a dor não incomodava mais, e seus olhos se fecharam e o homem a soltou e fugiu. Agora, na casa, havia apenas um corpo ensanguentado e caído atrás da estante e uma chaleira no fogo e interrompendo o silencio da noite fria e neblinosa.

Comentários

  1. você escreve muito bem, é cativante, eu escrevo, mas tenho receio em publicar, tenho para min, que você gosta de ... neblina.

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    Respostas
    1. Olá, minha queria.

      Muito obrigado, me sinto honrado com seus elogios. Sabe de uma coisa? A vida é muito curta para ter receio de algo tão simples, a escrita é uma forma de liberdade, não de aprisionamento, então publica logo o que você escreve e depois me dá um toque pra eu poder ler, creio que deve ser algo fantástico...

      Abraços!

      P.s: eu gosto muito de frio mesmo!

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